Saturday, February 20, 2016

Sílvio Santos Vem Aí!

Revista: Cartaz
Data de Publicação: 22/06/1972

AGORA É GUERRA!
A TV de Sílvio Santos vem aí

Sílvio Santos está no Japão se preparando para a nova guerra da televisão: em 22 dias vai conhecer e comprar os mais modernos equipamentos para gravação de vídeo-tape e montagem do que se pode chamar de a primeira emissora particular de televisão do Brasil, a Central Sílvio Santos de Produções Artísticas. Por 20 mil cruzeiros mensais, ele deixou alugado em São Paulo os estúdios de Vila Guilherme, da falecida TV Excelsior, onde pretende produzir não só o seu programa de domingo, mas novelas e espetáculos musicais para vender aos principais canais. Sílvio em Tóquio aproveitará para dar entrevista a um canal de TV japonesa e, antes de voltar, passará pela Europa e Estados Unidos. vendo o que de mais moderno se faz e descansando.

SÍLVIO A JATO

Seus últimos dias em São Paulo foram estafantes: teve que apresentar o programa dominical, deixar gravado 30 programas de rádio e manter várias reuniões com sua equipe de produção para acerto dos novos projetos. Uma semana antes da viagem, esteve em Brasília tentando ser recebido pelo ministro Higino Corsetti, das Comunicações, para se informar da proibição quanto aos programas ao vivo, mas não foi atendido. Sílvio deixou sua equipe de advogados encarregada de tentar o contato com o governo, com um plano que elaborou para atender às exigências do ministro Corsetti de gravação em tape de seu programa dominical.

TV SÍLVIO SANTOS

Com a aparelhagem comprada no Japão e os estúdios de Vila Guilherme, Sílvio pretende gravar o programa no próprio domingo, às nove horas da manhã. Das nove ao meio-dia seria feita a primeira parte e o censor do governo iria executando o seu trabalho de censura. Ao meio-dia, censurado, o programa entraria no ar, enquanto Sílvio e sua equipe iriam gravando mais três horas no estúdio, e assim por diante. Esse esquema permitiria ao programa Sílvio Santos não perder o sabor de atualidade, de reportagens bem atuais. Para o esquema funcionar é necessária apenas a palavra final do ministro.

Além do programa, nos estúdios de Vila Guilherme, Sílvio pretende fazer até mesmo concorrência às novelas da TV Globo. Vai contratar um elenco milionário de artistas, técnicos, autores e diretores, mas até agora não pode adiantar nenhum nome. Seu objetivo é além de vender as novelas para as televisões brasileiras, passar a exportar para Argentina, Uruguai e Chile. No estúdio, a novela já sairá dublada em castelhano e,depois, o escritório de Sílvio Santos Produções Artísticas em Buenos Aires se encarregará da colocação no mercado latino-americano.

ARTISTAS CONTRATADOS

Para a produção de shows. e musicais, a Central Sílvia Santos já tem contratados vários artistas dos mais badalados: Wanderley Cardoso, Agnaldo Rayol, Paulo Sérgio, Antônio Marcos e Vanusa, entre outros. Esses artistas já estão trabalhando dentro do esquema do Baú da Felicidade, que financia shows para clubes do interior em São Paulo e do Brasil. Os artistas recebem o cachê no mesmo dia da apresentação e o clube ou entidade promotora paga a produção ao Baú da Felicidade em dez suaves prestações mensais. Sílvio, apesar de cansado nas vésperas de sua viagem, mostrava-se bastante entusiasmado com os planos de sua Central de Produções: "Não só porque a concorrência vai elevar o nível da TV brasileira, mas principalmente porque vai aumentar o campo de trabalho ainda um pouco limitado".

Enquanto estiver ausente, o programa Sílvio Santos será apresentado em rodízio por vários companheiros, sendo certo somente que Leo Santos, seu irmão, deverá apresentar pelo menos um. Mesmo depois da volta de Sílvio e de passar a ser gravado em tape, o programa não sofrerá nenhuma modificação radical. "Uma mudança radical não me interessa. Meu público, mesmo quando alguma mudança é feita para elevar o nível, não aceita a coisa assim de sopetão, e qualquer mudança tem que ser feita aos poucos".

Xênia Bier na Globo?

 Jornal do Brasil
Data de Publicação: 29/02/1980
Autor: Luis Henrique Romagnoli
XÊNIA NÃO VAI PARA A GLOBO, PELO MENOS ATÉ JUNHO

SÃO Paulo - "Foi tudo num clima muito emocional. Choramos, xingamos e brigamos tudo a que tínhamos direito. No fim, fiquei". Bem ao seu estilo, foi assim que Xênia Bier descreveu sua reunião com a diretoria da Rede Bandeirantes, na qual ela decidiu aceitar a proposta de apresentar um programa semanal noturno. Pelo menos até junho, quando vence seu contrato.

Com isso termina, pelo menos por enquanto, a novela Xênia-Bandeirantes que começou na semana passada, quando ela ficou sabendo pelas chamadas na TV que seu programa havia mudado de horário. Seu último programa na semana passada reuniu centenas de fãs endoidecidos que pediam que ficasse. A campanha prossegue até hoje. Xênia diz que seu clube já arrecadou mais de 20 mil assinaturas pedindo a sua permanência no horário vespertino, onde já passou dos treze anos.

As pichações "Queremos Xênia" foram vistas em vários pontos da cidade, até mesmo em frente ao prédio onde ela mora na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio. Recostada em almofadas com reproduções de cenas da "Guerra dos Dalmatas" de Walt Disney, Xênia confessa que quase aceitou a proposta da Rede Globo:

- Eu estava magoada e ia partir para aquela de revanchismo. "Ah é? Pois então eu vou pra Globo". O Nilton Travesso esteve aqui em casa e me convidou para fazer aquele programa matutino que eles vão lançar. Ele me garantiu que eu teria toda a liberdade e era justamente por isso que eles queriam que eu fosse para lá. Pelo meu jeito. Até a Globo já está notando que de um jeito ou de outro, existe uma abertura. Há dois anos quem falasse de Luis Carlos Prestes ou Arraes ia preso. Agora é tão normal falar neles como em modess.

Ela quase ia. "Pelo desafio", disse. "Mas eu não consegui dormir naquela noite. Dai para entrar em acordo com a Bandeirantes não foi tão difícil. O programa deverá entrar no ar em duas semanas, às sextas-feiras, às 22 horas.

Xênia, porém, fez uma exigência à Bandeirantes: "não quero nada de especial, plumas, paetês, porque eu me afogo nisso tudo. A Globo que inventou isso está querendo humanizar a programação. Não quero nada pasteurizado, mas também sem subdesenvolvimento apenas uma coisa natural. Quero que seja ao vivo; se o microfone cair, caiu; se eu espirrar, que o espirro entre no ar".

Muita gente desconfia que a entrada de Xénia no horário noturno possa vir a ser uma ameaça ao doce reinado dominical de Hebe. Mas Xênia afasta esta possibilidade: "São dois estilos diferentes. O público da Hebe foi chamado pelo Ricardo Bandeira de "desempregados da vida". E é isso mesmo. O público da Hebe não quer ser mexido; está estabilizado e apenas quer ver sua fada-madrinha. E a Hebe lhes dá isso, com aquela euforia toda, aquele deslumbramento. A Hebe é uma mulher bem-sucedida. Eu sou ao contrário, a maldita, a Geni da televisão".

- Eu mexo com as pessoas, eu futuco, e me futuco. Eu quero mexer. Eu sou assim, meio anarquista. Eu também me olho muito, me questiono muito. Por isso eu troco muita informação com meu público.

E esse público é muito variado. Durante a entrevista, ligaram para se informar sobre os rumos de Xênia gente tão oposta como o colunista social Tavares de Miranda e o cartunista Henfil. Para este já foi feito um convite para participar do primeiro programa e até para uma atuação fixa. "Henfil é ótimo. Ele me mandou um cartão lindo, me deu a maior força. Se ele participar do programa, vai ficar ótimo".

Xênia faz questão de desmentir que seu público seja apenas o feminino: "No Rio é meio a meio, homens e mulheres. Meu público jovem também é muito grande. Os universitários tinham muito preconceito contra mim. Mas depois de algum tempo, eles jogaram a toalha, principalmente depois que eu fiquei ao lado deles nas passeatas que eles fizeram. E eu também ganhei os estudantes pelas mães. Eles começaram a notar que suas mães se tornaram mais compreensivas, mais abertas e me descobriram".

- Isso não quer dizer que eu faça a cabeça do meu público. Acho isso de fazer a cabeça muito fascista. Falam também que eu sou líder. Eu tenho capacidade de liderança, mas não neste sentido fascista de atrair os seguidores. Eu quero é despertar idéias, mesmo que seja contra mim. O resto é populismo".

Xênia acredita que vai fazer sucesso no seu novo horário, mas não liga para os indicadores de audiência: "Ninguém acredita mais neste negócio chamado IBOPE. O Carlos Imperial está sendo processado porque comprou IBOPE. Eu não acredito mais". Além do novo horário na TV, Xênia vai estrear em abril um programa diário pela Rádio Globo de São Paulo, no mesmo esquema de suas tardes no estúdio da Bandeirantes.

Xênia Bier no Rio de Janeiro

Jornal do Brasil
Data de Publicação: 01/01/1978

QUEREM MAIS

Visitas pessoais e até abaixo-assinados já chegaram a TV Guanabara pedindo que o programa de Xenia Bier volte a ser apresentado integralmente no Rio. É que atualmente a estação cortou suas mesas redondas com médicos e outros convidados, passando apenas o longo recado da apresentadora sobre todas as coisas da vida. Isto mostra que o peculiar desempenho desta veterana apresentadora paulista de televisão - ela fica sozinha, em dose, falando incessantemente para uma câmara fixa sem mais nenhum recurso tecnológico - realmente interessou a platéia carioca. Talvez porque seja uma coisa muito diferente do costumeiro. Tanto que ela chega a realizar algo inédito na TV brasileira como gastar todo o seu tempo, quase trinta minutos, falando sobre a Rede Globo. Juro, é verdade. É a primeira crítica de televisão que usa a própria máquina para isso. Pouco comenta de sua estação, também não é louca, mas passa horas julgando detalhes, estilos e "mensagens" das novelas globais. Ataca muito, principalmente interpretações do elenco, mas defende comportamentos de personagens como se fossem íntimos dela e do público. Parece que tem razão porque faz sucesso e prova que a telenovela é mundo tão fechado que até muda as normas de comportamento da concorrência.

TV Guaíba em 1981

Folha da Tarde
Data de Publicação: 31/10/1981

''PARA SER REPÓRTER É PRECISO SER CRIATIVO E PERDIGUEIRO''

João Francisco é repórter do Departamento de Esportes da TV Guaíba. Ele começou há vinte anos na profissão, mas por falta de tempo para conciliar com suas outras atividades teve que abandonar tudo e ficar afastado de jornal, rádio e televisão durante dez anos

"Eu me afastei por força das circunstâncias", diz ele, "mas nunca me desvinculei totalmente do esporte porque é uma coisa que eu gosto de fazer; apenas esperava uma oportunidade para poder conciliar as coisas e voltar à televisão".

Há dois anos apareceu esta oportunidade e João Francisco foi trabalhar no Departamento de Esportes da TV Difusora, embora dentro da programação daquela emissora fizesse outro tipo de cobertura, além da esportiva.

E agora faz parte da equipe de esportes do canal 2. Solicitado a fazer uma comparação entre os jogadores do futebol de outros tempos e os de agora, João Francisco comenta que o nível deles melhorou emito e que, por tabela, o trabalho dos repórteres também cresceu. "Agora nós não precisamos perguntar sempre as mesmas coisas porque e. les já falam sobre diversos assuntos", diz ele.

Essa semana, quando a Seleção Brasileira esteve em Porto Alegre, João Francisco fez várias entrevistas com os jogadores e diz que gosta de trabalhar com, o pessoal da Seleção, pois é quem tem mais consciência do papel que a imprensa representa, até para eles estarem na posição em que estão.

Comenta que muita gente considera que o trabalho de repórter esportivo é um trabalho fácil. Para ele, "além de ser tão importante quanto outro tipo de reportagem qualquer, está tratando de um assunto que praticamente cem milhões de brasileiros entendem: e tu tens que saber o que tu estás falando".

Que é preciso para ser um bom repórter esportivo? Folha da Tarde perguntou a ele. ''Precisa ser criativo e perdigueiro, pois os dirigentes de clubes procuram esconder da imprensa até as coisas mais óbvias. Eu até entendo algumas posições que eles tomam, porque enquanto as coisas não estão com o preto no branco, a divulgação apressada de uma notícia pode prejudicar todo um trabalho".

AUTOMOBILISMO - Na opinião de João Francisco, a cobertura que a TV Guaíba vem dando às provas automobilísticas realizadas em Tarumã e Guaporé vem contribuindo Para aumentar o público nos autódromos - e isso é comprovado por números. A TV Guaíba é responsável pela motivação que faltava ao automobilismo do Rio Grande do Sul.

João Francisco diz que gosta de fazer esse tipo de cobertura parque "a gente encontra muitas facilidades para abordar os assuntos com as pessoas mais indicadas para abordá-los. Esses profissionais têm consciência de que o automobilismo precisa ser divulgada", conclui.

Marília Pêra em 1975

Amiga TV
Data de Publicação: 08/01/1975
Autor: Rogaciano de Freitas
MARÍLIA: UM FILHO PARA CURTIR
Ela está tranqüila e faz planos para depois do parto

Marília Pera não tem mais tempo para pensar em TV: agora é a vez do bebê. Televisão, só de vez em quando e, teatro, fica só para depois que ele nascer: "Depois de grávida, só à base de cachê, porque tão logo terminaram as gravações de Supermanuela pedi rescisão de contrato com a Globo. Não estava mais agüentando trabalhar. Precisava parar para dar uma pensada na carreira, quando pintou a gravidez. Também não pretendo ir para outra emissora, Enquanto puder vou trabalhando por cachê, fazendo trabalhos leves. O processo de gravações estava muito cansativo para mim." A respeito de futuros trabalhos em teatro, Marília ainda vai pensar: "Gracindo Júnior me procurou outro dia para me convidar a dirigir um espetáculo que ele pretende fazer. Trata-se do monólogo Corpo a Corpo. Tive de pedir alguns dias para pensar porque nunca dirigi. Será uma experiência nova, que estou inclinada a aceitar. Fora isso, recebi uma proposta para trabalhar na peça Pano de Boca, de Fauzi Arap, com nove personagens. Eu faria uma delas. Estou lendo, é uma peça interessante porque fala de gente e coisas de teatro. Mas isso é só para depois do parto.- Com seis meses e meio de gravidez, Marília Pêra, está passando muito bem. "Esta gravidez está sendo excelente, sem problema nenhum. Na primeira, apesar de ter passado bem durante todo o período de gestação, tive de trabalhar até 15 dias antes de Ricardo nascer. Hoje, felizmente, estou mais tranqüila, não tive enjôos, não engordei e meu peso só aumentou por causa da barriga. Não sei porque, mas as pessoas dizem que toda gestante fica nervosa. Comigo aconteceu justamente o contrário. Estou tranqüilíssima. Acho que as pessoas só ficam nervosas quando a cuca já está meio confusa." Assim como Marília, toda a família está curtindo a chegada do bebê: "Acho às vezes muita graça porque Joaninha, a filha de Nélson Mota, passa todos os fins de semana aqui com a gente e a toda hora fica querendo sentir se o bebê está mexendo. Depois, brinca com meu filho Ricardo César, de 13 anos, dizendo que este bebê é só irmão dela. Essas alegrias todas têm transformado minha gravidez na coisa mais maravilhosa que existe."

1974 - As Novelas do Ano

Revista: Amiga TV
Data de Publicação: 01/01/1975
Autor: Artur da Távola
1974: BALANÇO DAS TELENOVELAS DA GLOBO
Fim de ano é época de balanço. Devagar, um assunto a cada semana, irei traçando uma panorâmica, tanto dos canais como de setores dos mesmos. Hoje o tema é novela e teleteatro na Globo. Como andou a produção da rede líder neste ano de 1974?

Em termos de teleteatro, a Globo caiu em relação a 73. Nesse ano ela realizava um Caso Especial a cada quinze dias. Em 74, sob o argumento de dar mais tempo para melhor elaborar os trabalhos, ela realizou apenas um por mês. Mas os realizou sem diferenças artísticas significativas em relação a 73. Claro, nesse setor houve uma evolução: usar só autores nacionais, com textos especialmente escritos. Isso é evolução em relação ao excesso de adaptações, levando, ainda, a vantagem de formar, preparar, experimentar, gerar, novos autores especializados em TV. Tem outra vantagem: melhor espelhar realidades brasileiras. Caiu a produção de teleteatros, nada obstante os levados ao ar tenham sido de boa qualidade. Onde a Globo deixou de evoluir foi tanto na duração (cinqüenta minutos é muito pouco, mas isso não entra na cabeça do Boni) e na freqüência: uma vez por mês não é suficiente para fixar o gênero, nem criar hábitos no telespectador. A realizá-lo nessa base, só com programas realmente especiais de mais de uma nora de duração, dando a autores, diretores e atores, reais condições de criatividade e tempo, em vez de serem obrigados ao clichê imposto pelas limitações dos tais cinqüenta minutos de duração. No campo da telenovela, a emissora continuou em sua trilha. Aqui podem ser apontados alguns pontos falhos: o infinito troca-troca de diretores, jamais criando uma unidade nas obras (exceção de O Espigão); outro, a deficiência do mise-en-scene de Fogo Sobre Terra. Se a gente comparar os recursos e o trabalho de produção de Fogo Sobre Terra com o realizado em novelas anteriores da emissora em seu principal horário, vai verificar enorme diferença.

Por exemplo: comparar com Irmãos Coragem que teve um tipo de movimentação e ambientação repleto de analogias, Fogo Sobre Terra foi totalmente inferior em termos de produção, locais, externas, tomadas, ritmos etc. É coisa que não se refere nem à obra, nem aos atores: refere-se à empostação da produção. Posso garantir que as constantes mudanças de direção e o fato de o canal não ter que conquistar o que àquela época tinha que conquistar, tenha sido um dos fatores de menor intensidade e qualidade de produção da obra. Fora desses pontos negativos tanto no teleteatro como na telenovela, resta, ainda um, a anotar. a política de renovação da emissora, mudando vários atores de seu cast, sem dúvida já começa a revelar algumas pessoas. Possivelmente se expanda em 75. Mas em 74, vários atores, hoje fora do vídeo na Globo, fizeram falta. Ainda não foram substituídos à altura. O mais, foram acertos. O maior de todos pode ser considerado O Espigão, tanto em termos de obra quanto de produção. Fogo Sobre Terra foi sucesso de positivos. Vários. Mas entrou, como eu disse antes, naquele joguinho responsável pela queda na produção: os caras cuidam os primeiros vinte capítulos, criam uma imagem, e depois mandam brasa descuidadamente. Corrida do Ouro foi sucesso total em todos os pontos, da concepção à Criação. O Rebu é cedo para fâlar. Mas em termos de produção foi outro sucesso do canal. Ainda na linha dos êxitos: vários teleteatros do Caso Especial.

Que a Globo, com a responsabilidade da liderança e ainda com fôlego para mantê-la por mais alguns anos, cuide e atente para estes detalhes. Senão, um belo dia pinta outro Beto Rockfeller e lhe tira a dianteira.

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