Sunday, February 1, 2015

Wagner Montes Vai Para a Record

O Estado de S. Paulo
Data de Publicação: 6/5/2003
Autora: Keila Jimenez
WAGNER MONTES TERÁ PROGRAMA POLICIAL NA RECORD

Wagner Montes é o mais novo contratado da Record. O apresentador fechou um contrato com a emissora do bispo Macedo para apresentar um programa diário, na linha policial, que estréia ainda em maio. O formato do produto ainda é segredo, mas a contratação de Wagner Montes vem perturbando muita gente na emissora.

O apresentador, que já comandou jornalísticos no SBT e na Gazeta, é forte candidato ao posto de comando do Cidade Alerta, atualmente ocupado por Milton Neves. Apesar de a Record negar que Neves possa deixar a atração, o índice de audiência do programa não é mais o mesmo desde que José Luís Datena migrou para a Bandeirantes. A média de ibope do Cidade caiu 2 pontos nos últimos meses (de 9 para 7, na Grande São Paulo), o que preocupa a direção da rede.

Wagner Montes, Ratinho, Celso Russomano - TV Gente

O Estado de S. Paulo
Data de Publicação: 5/4/1998

ESTILO RATINHO GERA CLONES

A nova moda da TV é a prestação de serviço. Depois que a Record levantou sua audiência com o sensacionalista Ratinho Livre, outras emissoras querem seguir a cartilha e levar ao vídeo tragédias p essoais, sob o pretexto de ajudar necessitados.

A CNT lança, ainda este mês, Na Boca do Povo, com Wagner Montes. Das 17 às 18 horas, a atração vai combinar musicais e a apresentação de "gente que precisa de alguma coisa", como define o apresentador. Ele diz não se tratar de imitação. "Tudo começou com O Povo na TV, do qual eu fiz parte há 18 anos", diz.

O programa exibirá crianças doentes. Mas, segundo Montes, sem apelação. "Vamos mostrá-las para as pessoas saberem que o caso é verdadeiro, mas elas logo saem de cena", diz o apresentador.

Também no SBT o estilo faz escola. Há oito meses no ar, Márcia vai tornar-se diário (das 20h30 às 21h30). Uma vez por semana, ele ganha o nome SOS Márcia, exibindo necessitados. "Vamos dar ajuda jurídica, psicológica e física", diz Márcia Goldschmidt. Em breve, ela apresentará o caso de uma mulher obesa que não arruma um namorado. Márcia diferencia sua nova prática da de Ratinho. "Não faremos seleção: vamos tentar ajudar todos", diz. "Além disso, não vamos mostrar anomalias."

A Globo trouxe de Alagoas o repórter Márcio Canuto para fazer a defesa do consumidor. Numa das reportagens para o SPTV 1 Edição, Canuto levou consumidores descontentes à Telesp e , na frente da empresa, fez seu show com megafones.

A aposta da Globo faz lembrar a prática que levou Celso Russomano do Aqui Agora para o Congresso. Aliás, ele também volta à TV na onda pós-Ratinho. Amanhã, Russomano ganha um quadro de meia hora no vespertino Mulher de Hoje, da Manchete. "Vamos quebrar o pau e fazer as coisas acontecerem", promete Russomano 

Wagner Montes no 190 Urgente

O Globo
Data de Publicação: 28/9/1997

POUCO SANGUE, MAS MUITA POLÊMICA

Vou deixar de ser o chicote do povo para ser a voz do povo". Assim Wagner Montes adianta como quer ficar conhecido no comando do programa "190 urgente", da CNT. Ele assume amanhã, às 17h40m, o lugar antes ocupado por Carlos Massa, o Ratinho, que estreou sua sanguinolenta atração na Rede Record segunda-feira.

O "190" foi reformulado para que Wagner comandasse o jornalístico. Ganhou novo cenário e dois quadros novos, um sobre pessoas desaparecidas e outro de defesa do consumidor. As reportagens policiais continuam sendo o carro-chefe do programa.

- Mas vamos cobrar um retorno das autoridades. Vai ser como nos jornais impressos. Não vamos fazer a matéria num dia e no outro nem falar mais sobre o tal assunto. Teremos um resumo da reportagem da véspera e diremos o que aconteceu depois que ela foi ao ar, se alguém tomou alguma providência... Na defesa do consumidor faremos questão de ouvir os dois lados - diz Maurício Cavalcante, idealizador e diretor do "190".

Para Wagner Montes, o quadro de defesa do consumidor vai além das câmeras.

- Vamos resolver os problemas de todos que entrarem em contato com a produção, não só daqueles que irão ao ar - afirma o apresentador. - Deixei o lado vulgar para trás e subi na vida. Aprendi que jornalismo não se faz com agressividade. Aos sábados vamos apresentar até uma agenda cultural. Esta vai ser uma versão light do "190".

Para Maurício Cavalcante, apesar do formato, a principal mudança está no próprio Wagner Montes:

- Ele é mais ponderado que o Ratinho, que é explosivo. Além disso, teria embasamento cultural para fazer críticas.

- Ele é limitado, eu não - alfineta Montes, que em 79 já apresentava o programa policial "O povo na TV" (na época era protegido por seguranças e tinha medo de levar um tiro na rua).

O jornalista garante que não vai abrir mão do estilo polêmico que o popularizou. No ano passado, quando fazia parte da equipe do "Aqui agora", do SBT, o programa foi reformulado para apostar num jornalismo mais discreto e o então editor-chefe, Paulo Patarra, declarou que seria difícil conter o ímpeto de repórteres como Montes. Apesar de ser conhecido pelas boas doses de sensacionalismo, o apresentador diz que não vai "pegar pesado":

- Não quero que se mostre mais defunto em close. Se tiver que mostrar, que seja coberto. É o mínimo de respeito que temos que ter - finaliza. 

Wagner Montes no Aqui Agora

Folha de S. Paulo
Data de Publicação: 27/12/1992

PARABÓLICA
A partir de 4 de janeiro, o jornalista e deputado estadual Wagner Montes, 37, passa a comandar uma sucursal do "Aqui Agora" no Rio. A princípio, Wagner e mais duas repórteres produzirão material para a edição nacional do telejornal. A partir de meados de 93, quando devem estar operacionais as novas instalações do SBT na cidade, entra no ar urna edição local do "AA''. A nova sucursal está inserida no plano de regionalização do telejornal. Segundo Albino Castro, diretor-executivo de jornalismo do SBT, o plano atende à vocação de "jornal de comunidade" do "Aqui Agora". A experiência já gerou versões locais-em Natal (RN) e Belo Horizonte (MG) - produzidas por afiliadas do SBT. No mesmo dia 4, será exibido o primeiro noticiário da versão curitibana do telejornal.

WAGNER MONTES É DEPUTADO NO RIO - O repórter Wagner Montes, do "Aqui Agora", assume em janeiro como deputado estadual no Rio - ele ficara na suplência do PTB nas eleições de 90. Afirma que sua principal bandeira serão os direitos dos deficientes físicos.

Wagner Montes - O Sucesso

Jornal do Brasil
Data de Publicação: 19/9/1982
Autora: Débora Chaves
SER JOVEM, TER DINHEIRO E LUTAR COM BANDIDOS: EIS A RECEITA DO SUCESSO PARA WAGNER MONTES

"Justiceiro e valente" como seu padrinho - o Homem de Ouro do Esquadrão da Morte, Mariel Mariscot - o apresentador de televisão Wagner Montes se diz um enviado dos céus para proteger os pobres e desvalidos, um representante do povo, que certamente o elegerá para deputado- federal em 1986, quando sua candidatura for lançada pelo PDS.

Foi com o Mariel que eu aprendi a ser macho, a não fugir do perigo, a achar que bandido é frouxo e, acima de tudo, que flor se recebe com flor e bala com bala. Todo mundo tem direito a errar na vida, mas assaltante à mão armada, traficante e estuprador reincidente têm mais é que morrer -a firma.

Apresentador do programa O Povo na TV, da TVS, Wagner, 27 anos - foi manequim e lutador de judô antes de entrar para o jornalismo através da Rádio Tupi - perdeu metade de sua perna direita num acidente com sua mototriciclo, em novembro do ano passado, mas já está pensando em encomendar novo triciclo, desta vez azul-metálico, ao invés da fatídica cor violeta.

Entusiasta da pena de morte com execução sumária, como as do Esquadrão da Morte - "já matei muito marginal sim, mas se você escrever isso eu desminto" - Wagner credita seu sucesso ao exemplo de bondade que transmite pela televisão. Segundo ele, sua popularidade está no fato de ser jovem, ter uma situação financeira e emocional estáveis e dedicar 24 horas do seu dia às pessoas menos favorecidas.

Cercado por um séquito de guarda-costas - são 12 no Rio e São Paulo - todos policiais militares, que trabalham para ele nas folgas, Wagner não anda sozinho e, mesmo quando dirige seu Mercedes dourado, ano 74, está sendo vigiado à distância por seus outros dois carros, um Opala e um Corcel II, especialmente comprados para sua segurança particular.

- Antes eu não queria comprar um carro conversível porque achava que ia ser fácil demais para um cara me dar um teco na cabeça, mas mudei de idéia. Já dei muita oportunidade de me matarem e nada aconteceu. Desisti também de ter casa e agora só moro em hotéis: malandro mora andando, não tem paradeiro fixo - explica.

Com uma ascensão meteórica na televisão - "há três anos, no Aqui e Agora, da TV Tupi, eu tirava Cr$ 3 mil e, agora, com O Povo na TV, ganho Cr$ 1 milhão 500 mil" - Wagner terá até mesmo um programa próprio, Wagner Montes, o Chicote do Povo, na TVS, com estréia prevista para o final do ano.

- Eu só estou esperando chegar o equipamento para externas. Sílvio Santos já me deu sinal verde para estrear a qualquer hora. Será um programa semanal, de urna hora e meia, com reportagens sobre blitz policiais, entrevistas dentro de presídios, levantamentos de erros judiciários e casos como o da menina Aracelli - descreve.

Formado em Direito, Wagner tentou, por duas vezes, entrar na vida policial, mas perdeu nos concursos para a PM e polícia civil. "Você pode escrever aí que eu já fui visto agindo em várias blitz na Baixada Fluminense, mas, policial eu não sou, não. Quem sabe um dia, né?",

Wagner se contradiz: declara que anda com um revólver, calibre 38, "cano duplo, reforçado", mas depois não resiste à vaidade de mostrar uma submetralhadora, com pente para 22 balas.

- É que eu não posso ficar falando isso por aí. E tem mais: este fio de náilon que carrego comigo é para estrangular gente - mostra, abrindo um pequeno arsenal dentro da bolsa.

Dono de uma agência de publicidade, a Wagner Montes Produções, o apresentador garante que já está rico. Recheado de jóias - ele foi roubado em Copacabana, e mais de cem policiais subiram o morro do Pavãozinho para resgatar seus colares e pulseiras - Wagner afirma que todos os seus 12 auxiliares ganham acima de Cr$ 90 mil e têm casa própria.

Ainda puxando da perna - a amputação foi acima do joelho - Wagner garante que está com a vida normalizada.

- Já estou andando de bicicleta, montando a cavalo e para ir à praia é o maior sarro. Eu chego com a perna mecânica, que tiro na areia para colocar dentro meu cigarro e óleo de bronzear, enquanto caio na água. Depois, na hora de ir embora, eu encho a perna com água e, já na calçada, lavo o meu pé e recoloco a perna. Todo mundo olha - comenta.

Se no dia-a-dia o acidente não lhe modificou os hábitos, tampouco sua vida sentimental foi alterada. Wagner continua solteiro - "livre como o vento e solto como a liberdade" - e cheio de garotas que, segundo ele, não lhe dão descanso. Para quem duvida da eficácia de sua virilidade ele desfia a tese de que "o sangue que circula nessa área leva muito menos tempo para ir ao joelho e voltar do que se fosse até o pé como antes. É só comprovar", sugere.

Wagner Montes O Povo na TV

Jornal do Brasil
Data de Publicação: 22/12/1981

UM ''NOVO HOMEM'' VOLTA AO ''POVO NA TV''

Passado mais de um mês do acidente, que resultou na perda da sua perna direita, o apresentador Wagner Montes volta ao programa O Povo na TV em cadeira de rodas, dizendo que continua na sua luta pela defesa dos bons profissionais da polícia e contra os bandidos e traficantes de tóxico. Três mil pessoas foram ao estúdio da TVS ver o seu ídolo, mas, apesar de terem acesso á emissora, foram contidas por 40 homens do 4° Batalhão da Polícia Militar, de São Cristóvão.

Segundo um dos produtores do programa, a festa era para ser realizada no Maracanãzinho, para que as milhares de pessoas pudessem ver de perto o apresentador, mas por problemas técnicos a emissora foi obrigada a adiar a iniciativa.

De manhã, já era grande o número de pessoas que se amontoavam no pátio da emissora, onde foi colocado um televisor para os telespectadores. No início do programa foram apresentados 10 profissionais que trataram do apresentador durante o mês em que ele esteve internado. O diretor Wilton Franco fez um agradecimento especial aos médicos e ao tratamento dispensados nos Hospitais Miguel Couto e Souza Aguiar.

Às 14h30m Wagner Montes entrou nos estúdios de cadeira de rodas, empurrada por seu pai, Cid Montes, tendo em sua mão um chicote, símbolo de sua campanha contra os marginais. Logo foi ao encontro de Wilton Franco. Abraçados, choraram durante algum tempo. Wagner disse que "no começo da carreira achava que estava com asas muito grandes e já podia voar, mas depois viu que, sozinho, não tinha um terço da força que o diretor do programa tem". "Depois - concluiu -foi nascendo um amor de filho para pai."

A festa, compareceram o Prefeito de Niterói, Wellington Moreira Franco, a ex-Deputada Sandra Cavalcanti, o banqueiro de bicho Castor de Andrade e o ex-Deputado Tenório Cavalcanti. Castor de Andrade disse que não poderia deixar de cumprimentar os amigos. Sua amizade com o apresentador - contou o banqueiro - começou há sete anos. Encontraram-se muito no futebol e no samba.

Muito emocionado, Wagner Montes contou que o empresário Sílvio Santos trouxe da Alemanha o especialista. Hanz Weiser, que lhe fez uma perna mecânica provisória. Daqui a três meses, terá uma perna definitiva. Disse que agora está mais confiante em Deus e que o "importante é viver e para viver preciso do cérebro". ''Enquanto não amputarem meu cérebro, meu coração e a minha língua, continuarei gritando pelo povo no programa" - acrescentou.

Aos 26 anos, criado em Copacabana, Wagner Montes é constantemente ameaçado pelos traficantes. "No programa" - conta - eu denuncio traficantes de tóxicos, dou o endereço pelo ar, estouro bocas de fumo com a equipe da externa, o que provoca uma reação dos grupos ligados ao tóxico". Recebendo um salário mensal de Cr$ 650 mil, dono de uma agência publicitária, a WM Propaganda, Wagner Montes disse que é obrigado a viver constantemente com guarda-costas. "Uma vez o meu carro foi crivado de balas''.

Segundo o apresentador, sua infância foi muito tranqüila. Como primeiro presente, ganhou um revólver estrangeiro e um distintivo de policial. Aos 17 anos resolveu lutar judô e caratê para caçar os ratos de praia. Sua paixão pela vida policial intensificou-se quando foi repórter de policia na Rádio Tupi.

Na opinião da cunhada Kirki Montes, Wagner é um ótimo filho, carinhoso, brincalhão e sensível, não tendo muito a ver com a imagem com que se apresenta diariamente na TV. "Ele é obrigado a andar com guarda-costas, mas é muito teimoso e vive saindo sozinho, indo à praia apenas com seu revólver calibre 38."

Kirki Montes conta que ele reagiu muito bem quando esteve internado e que os mais preocupados eram os familiares. Kirki saiu do programa carregada de cartas a serem respondidas. "Ele lê apenas o nome e manda uma foto e um cartão" - conta a cunhada e confidente. A maioria das cartas vem da Zona Sul.

Às 17h, atendendo a pedido da multidão que o esperava, o apresentador deu uma rápida passagem pelo pátio da emissora. A multidão gritava seu nome. Jovens de 15 a 18 anos choravam, e muitos, exibindo seu retrato, diziam: "Eu te amo". Já as pessoas idosas reclamavam do forte calor e dos constantes apertos, mas se diziam felizes em ver "o meu filho".

Terminada a festa, Wagner Montes, cansado, foi para casa, enquanto as 3 mil pessoas iam se dispersando pela Rua General Padilha, fechada para o tráfego.

Ex-amigo de Maciel Mariscott - que o chamava de "Padrinho" - defensor de uma ação mais repressiva dos policiais no combate à marginalidade, Wagner Montes se considera um novo homem. Segundo seu amigo Marco Antônio, a sua personalidade se resume nesta sua frase: "Mais vale 100 bandidos mortos do que um policial ferido no pé."

Wagner Montes: Agressões Gratuitas

 Última Hora
Data de Publicação: 2/10/1980
Autor: Antônio Reis
AGRESSÕES GRATUITAS

Lamentavelmente, Sílvio Santos levou para seu Canal 11 o pátio dos milagres chamado O Povo na TV, repetindo a mesma equipe do Aqui e Agora e reunindo alguns exemplares lamentáveis da sucata do jornalismo carioca. O que se vê diariamente nesse tal programa, que até o próprio Sílvio Santos já está pensando em retirar do ar, é uma saraivada de agressões contra os entrevistado, atingidos acintosamente pelos repórteres do famigerado Wilton Franco.

O repelente Wagner Montes, com sua mentalidade policialesca e reacionária, desanda a puxar o saco da Policia, lembrando de cor os nomes de todos os delegados titulares de distritos do Rio de Janeiro, o que demonstra que a figurinha anda dia-e-noite no meio nada recomendável de policiais e bandidos.

Até o bom locutor esportivo José Cunha é obrigado a fazer coro a este festival de sandices e agressividades. Como também a ex-doce e querida Ana Davis, que na TV Globo era ótima repórter e agora também está na orquestra desafinada de Wilton Franco.

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