Sunday, March 31, 2013

1969: O Fenômeno Beto Rockefeller

Jornal do Brasil
Data de Publicação: 29/11/1969




A NOVELA NÃO É MAIS A MESMA
Beto Rockefeller acabou ontem, em São Paulo; chega ao fim a primeira experiência brasileira da novela-verdade. Inovou, quase revolucionou, regenerou a telenovela que a crítica não poupava desde o estrondoso sucesso (na sua área intelectual) de Direito de Nascer. Com o Beto aconteceu o fenômeno que a Sociologia chama de permissão social, ou seja: quem assistia novelas às escondidas passou a ter o direito de proclamá-lo, de discutir em publico o tema que de repente se tornou inserido no contexto e, portanto, válido. Agora, sem correr o risco de se ver epitetado de pobre de espírito e alienado todo mundo pode ver novela. Mas a televisão no Brasil é eminentemente comercial e, a partir do momento em que se começa a falar muito de boa telenovela, os empresários se entusiasmam com os números mais ou menos misteriosos do IBOPE. Aí e que está o problema - a telenovela não acaba mais; os tantos capítulos previstos são aumentados n vezes. Como diz a atriz, Marília Pêra, "ninguém consegue mais levar aquilo a sério." Nem o autor, Bráulio Pedroso, que entrou em férias e deixou a responsabilidade de muitos capítulos a um substituto; nem o diretor, Lima Duarte, idem; nem o ator principal, Luís Gustavo, idem.

No entanto, um dia tem que acabar - e, finalmente, um ano, um mês e nove dias depois de iniciada, a história do mau-caráter Beto Rockefeller chega ao fim. Apesar dos senões, considera-se que foi uma boa experiência. Tanto que, de acordo com uma pesquisa especial JB/Marplan, 27% dos cariocas estão acompanhando a novela que aqui continua até janeiro ou fevereiro.

A INVASÃO VEIO DE CUBA

Talvez o maior responsável seja Felix Caignet, que escreveu em 1946, o dramalhão mais identificado pelo brasileiro com o estilo mexicano do que com o cubano que ele é. Mas quem lançou O Direito de Nascer na televisão, em dezembro de 1964, foi Válter Clark, então na TV Rio, hoje na Globo, como diretor-geral.E ele continua fiel à linha que lançou: ''A grande propaganda desenvolvida ao redor da propalada nova linha de telenovelas não tem maior consistência (embora sem negar o valor de Bráulio Pedroso). É, no entanto, preciso deixar bem claro que há fatores indispensáveis a uma telenovela, sem os quais não se consegue de fato atingir o público. Acredito que o dramalhão, a história essencialmente marcada pelo sofrimento, pela dor humana, seja condição indispensável à estruturação de uma novela. À medida que tais ingredientes sejam negligenciados, creio que o público será afastado pelo fato mesmo".Nélson Rodrigues (que escreveu A Morta Sem Espelho, sob o pseudônimo de Verônica Blake) já dizia que "a telenovela é feita à nossa imagem e semelhança e tem que ter o nosso mau gosto; o padrão tem que ser este mesmo que os intelectuais acham hediondo".Injustiça: não são apenas os intelectuais que acham hediondo o padrão lácrimo-alienado da televisão brasileira; quase todos os atores estão procurando lugar nessa canoa batizada Beto Rockefeller e que procura novos caminhos no oceano de mediocridade, no qual quase todos mergulham quando teatro indigente os afoga em problemas financeiros. São eles que dizem:"A TV é uma engrenagem monstruosa. Assim que puder escapar de la, volto ao teatro", (Sérgio Cardoso, criador de Antônio Maria, o ator mais bem pago da televisão nacional)."Sei que a TV vive dentro de um esquema comercial. O sujeito quer vender salsichas e você trabalha num espetáculo que tem público e as pessoas são convidadas a comprar salsichas", (Cláudio Marzo, o índio Robledo de A Rainha Louca, que já fez teatro sério — Os Pequenos Burgueses — enquanto o dinheiro deu).''Não pretendo fazer carreira de ator, em caráter definitivo. Considero isso um simples episódio em minha vida", (Carlos Alberto, o Federico Aldama de Eu Compro Essa Mulher, professor formado nos Estados Unidos.)Não foi, porém, por força de qualquer posição revolucionária e de desprendimento intelectual que se resolveu lançar a experiência de Beto Rockefeller. O motivo foi absolutamente comercial (sem que se dê ao termo qualquer sentido pejorativo): a TV Tupi de São Paulo estava nos últimos lugares de audiência e precisava fazer alguma coisa para subir.O diretor-artístico Cassiano Gabus Mendes acreditou na palavra do padre Ozanã, diretor do Curso de Sociologia e Política da PUC (''Acho que programas como esses subestimam o povo; ele merece coisa muito melhor e tem capacidade para compreendê-la"), e partir para algo mais inteligente. Foi ele quem imaginou o personagem Beto Rockefeller, observando na boate de que é sócio, na Rua Augusta, o bicão, um tipo que a freqüentava assiduamente acompanhando grupos de pessoas mais ricas, embora fosse modesto comerciário.— A personalidade de Beto enquadra-se no quadro genérico de personalidade psicopática. São aquelas personalidades anormais, que sofrem e fazem sofrer a sociedade — diz o neuropsiquiatra Washington Loyello, do Serviço Nacional de Doenças Mentais.— Tais tipos são chamados desequilibrados psíquicos, caracteriopatas ou condutopatas. Beto se aproxima mais dos denominados psicopatas necessitados de estima, ou pseudólogos, aqueles que falseiam seus valores para o mundo exterior, seja por vaidade, por carência de afeto ou pela tendência a aparentar mais do que aquilo que realmente são. Sempre insatisfeitos, tentam subir demais e geralmente são desmascarados .Bráulio Pedroso, teatrólogo, ex-crítico literário, jovem, foi encarregado de desenvolver o tipo, em texto simples mas bem elaborado, que permitisse aos intérpretes a inclusão de cacos sem perda da linha original. Lima Duarte (que já dirigira O Direito de Nascer — ''só 26 capítulos; depois não agüentei mais") assumiu a direção, imprimindo à telenovela um ritmo ágil, alegre, quase de cinema, aproveitando-se das muitas cenas externas.Veio o sucesso e o estica-estica, até que os dois cansaram, inclusive por causa da censura — afinal, não se podia permitir a apresentação daquele mau exemplo para a juventude, um personagem que vivia da mentira (aí a novela passou para aquele horário após o aviso: ''Senhores pais, já passa das tantas horas, etc").Com a palavra, novamente, o Dr. Loyello:— E' na juventude que o personagem Beto tem maior repercussão. A própria condição de insegurança, de busca de auto-afirmação, e a necessidade de estima, que são características da situação juvenil, despertam admiração pelas conquistas fáceis e sucessos momentâneos obtidos por Beto. Mesmo assim, ele será sempre um marginal. Beto não é um herói tradicional, porque mais cedo ou mais tarde a sociedade o irá desmascarar e afastar (como se vê no último capitulo da novela: o bem tem que vencer o mal). Tampouco é um anti-herói na verdadeira acepção do termo, porque não nega nem é indiferente aos valores da sociedade em que vive. Pelo contrário, quer penetrar nela e sair vencedor sem modificar-lhe as estruturas.Então, qual é a vantagem de Beto Rockefeller? Meia hora depois de terminada a gravação do último capítulo, todo o elenco concluída que a realização marcou um ponto na história da televisão brasileira, porque elevou seu nível cultural.Demonstrado que um bom programa também pode fazer sucesso — os índices de audiência fornecidos pelo IBOPE estiveram sempre entre o máximo de 39%, e o mínimo de 20%, no horário nobre, considerados muito bons numa cidade em que há seis emissoras de televisão — todos estão entusiasmados com a possibilidade de continuar realizando alguma coisa de mais interessante que a mediocridade reinante. O interesse puramente comercial transbordou até os artistas, os profissionais, que não podem largar a mina da televisão mas desejam fazer alguma coisa que lhes dê realização pessoal, em nível intelectual. O autor Bráulio Pedroso analisa sua criação:— A grande vantagem de Beto Rockefeller foi ter mostrado que as verdades não são tão verdades assim. Geralmente, os meios de comunicação de massa estabelecem alguns padrões como definitivos Assim, até o surgimento do Beto ninguém poderia admitir a existência do anti-herói e os personagens não podiam ser nem bons nem maus. O que Beto Rockefeller mostrou é que o público não quer apenas a suposta verdade dos velhos esquemas .— Beto mostrava o comportamento das classes sociais com grande dose de realidade, na medida em que a maior parte de seus personagens existe, alguns mesmo com nomes iguais.E as andanças de Beto entre as classes sociais são a razão intrínseca do sucesso e da aceitação do personagem na classe média, segundo o sociólogo Carlos Alberto de Medina.— O atrativo principal é a multiplicidade de papéis sociais que o personagem é chamado a desempenhar. Isso porque a classe média é sociologicamente indefinível, não tendo uma posição social fixa. Normalmente, o indivíduo da classe média se reveste de várias formas ou desempenha vários papéis, de acordo com o ambiente em que se encontra. Existe assim uma identificação entre Beto e o telespectador da classe média.Nas novelas convencionais, ao contrário, os personagens principais são tipos sociais fixos: o galã, o galã feio, o vilão, a mulher fatal, a ingênua, etc. As camadas mais baixas, financeira e intelectualmente aceitam essa rigidez porque não expressam, como as classes média e alta, um processo de mobilidade social.''A novela — dramalhão — alienante causa impacto apenas epidérmico, as pessoas atingidas profundamente já são predispostas a isso pela própria natureza, de modo que qualquer outra coisa, por mais boba que seja, exerce nelas uma grande influência", acrescenta o já citado padre Ozanã a tese do professor Carlos Alberto de Medina. Continua o sociólogo:— Beto Rockefeller demonstra ainda que a classe alta oferece uma possibilidade de abertura ao aventureiro decidido que nela queira penetrar. Os espectadores são levados a crer que o acesso às mulheres, ao dinheiro e ao sucesso social não é assim tão difícil. Neste ponto o encontro de Beto (Luís Gustavo) com Nélson Rockefeller (o Governador de Nova Iorque, que esteve no Brasil como emissário do Presidente Richard Nixon) teve uma importância fundamental para quem acompanhava a novela. Ficou provado, por meio desse símbolo, que o acesso às mais altas esferas é possível e pode passar da ficção à realidade .(E o Departamento de Estado norte-americano, preocupado, mandou perguntar à Embaixada americana no Brasil se aquele encontro era uma gozação ou coisa parecida. Responderam que não; era só propaganda, a alma do negócio).Além dos aspectos intrínsecos, este fator á propaganda bem dirigida — justifica o sucesso de Beto Rockefeller. Através dela se conseguiu a dita permissão social para assistir à novela avançada, moderna, pra frente. ''Por si só — conclui o sociólogo Carlos Alberto de Medina — Beto Rockefeller não tinha condições de conquistar um público que não gostasse de novelas."

VERDADE E FANTASIA CUSTAM QUASE O MESMO

custo de produção de uma telenovela oscila entre NCr$ 600 mil e NCrS 800 mil; não há diferenças sensíveis entre um texto de época e um atual. A despesa maior é a do lançamento: publicidade, produção de cenários e figurinos, eventuais viagens do elenco para gravações externas.Na contabilidade, a novela de texto moderno deveria ser mais cara. Nas novelas de época, os trajes são quase todos fornecidos pelo guarda-roupa da própria televisão. O público não é exigente quanto à ambientação em uma época que não conhece; por isso, os atores passam quase toda novela variando pouquíssimo as roupas. Também o cenário é fácil: um mesmo tapete na parede, aquela janela - está criado o palácio. No texto atual, não. O público sabe o que está vendo e exige fidelidade nos cenários, muito caros quando se trata de uma casa de gente rica. Também os figurinos são mais caros, pois o ator e a atriz não podem aparecer com a mesma roupa, que todo mundo repara. A solução, que impede o encarecimento, é a permuta de publicidade, o guarda-roupa e o mobiliário são cedidos por lojas comerciais, creditando-se as ofertas nos letreiros que antecedem cada capítulo. Quanto à sonoplastia, requer-se muito mais sentimento e sensibilidade do que conhecimentos profundos de música.— O importante é saber escolher o tema que se coadune com os personagens e que se identifique com as imagens apresentadas — diz um sonoplasta da TV Globo.A música é tão importante que, às vezes, o autor se inspira no tema para criar novos quadros e até capítulos. Geralmente a trilha sonora compõe-se de um tema composto especialmente para cada novela, de músicas que sublinhem o estado dos atores em determinado momento (suspense, tensão, medo, espanto), o que às vezes é conseguido com simples acordes, sempre escolhidos pelo sonoplasta.Nos textos de época a sonoplastia é mais difícil; não se pode colocar música de guitarra num castelo do século XVII.A mecânica da telenovela baseia-se toda no trabalho de equipe. Escolhido o tema-base pela direção artística da emissora, a encomenda é feita aos escritores (entre outros, Dias Gomes, Janete Clair, Glória Magadan). Em seguida, diretor, autor, produtor, cenógrafo, figurinista e sonoplasta se reúnem para decidir os detalhes. O autor sugere muita coisa, mas a última palavra é sempre do diretor, que controla atores, figurantes, maquiladores, operadores de câmara, técnicos de vídeo-tape, eletricistas, carpinteiros, pintores .Segundo a escritora Glória Magadan ( exilada cubana que vive no Brasil há cinco anos) , esta mecânica é a mesma para qualquer tipo de novela, seja de época ou moderna.— Em estrutura não existe diferença. Volto a repetir que o processo de construir um personagem — que tenha um denominador comum com gente que existe — é o mesmo. A imperatriz foi traída pelo marido, coitada; mas qualquer mulher moderna também vai sofrer com a traição do marido. A mecânica é a mesma, sempre, com exceção de Beto Rockefeller, que não segue os caminhos tradicionais, pois fotografa a realidade tal qual é. É um desses fenômenos que marcam fortemente, mas não conseguem ser imitados. E, muito especial.Já a atriz Regina Duarte acha que Beto Rockefeller não é uma novela ''é uma crônica muito bem-feita".Talvez isso explique o sucesso da novela-verdade: não é novela, embora aparente por ser dividida em capítulos.

LUÍS GUSTAVO, O BETO

Luís Gustavo, casado, 35 anos, é o ator que criou o personagem Beto Rockefeller. Foi seu maior sucesso, mas — para ele — não seu papel mais importante.— Se me perguntam se este é o trabalho que mais me significou, digo que não. Acho que meu papel de Raskolnikoff no Crime e Castigo, de Dostoievsky, foi mais precioso, artisticamente falando. Beto me exige muito, à medida que é muito arisco, sempre por dentro, essencialmente móvel e dinâmico, traços que chegam a me cansar bastante.Beto Rockefeller já não entusiasma tanto Luís Gustavo — "não tem para mim sentido tão atual, pois comecei a gravá-la há mais de um ano; para falar a respeito preciso mesmo recorrer à memória."Luís Gustavo reconhece que desde então todo o cenário das telenovelas evoluiu, mas nem tanto quanto gostariam ele e seu grupo.— O plano original era fazer o trabalho com base apenas em exteriores, de modo a reagir violentamente contra o esquema fechado que então predominava. Todavia, o fator tempo e o alto custo decorrente fizeram com que os interiores ganhassem relevo. Não havia condições para sermos tão fiéis a nossos objetivos quanto queríamos.No entanto, ele destaca coisas importantes que ficaram da experiência com a primeira novela-verdade:— Muito importantes me parecem as tendências evidenciados pela ambientação das tomadas de cenas nos lugares da moda e pela utilização constante das músicas mais em voga no momento, o que sem dúvida muito contribui para atrair a juventude. Esse público jovem sente-se em foco e reage muito bem. As moça s deixam-se conquistar por Beto, cuja fundamental boa intenção é muito acatada; os rapazes sentem-se mais ou menos retratados, ao menos nos traços de Beto que constituem um arquétipo do jovem brasileiro dos grandes centros urbanos.Luís Gustavo, porém, não considera que este seja o único caminho para a telenovela, admitindo a permanência da linha melodramática.— Acredito que as novelas de época, ou desengajadas nos pontos-de-vista tempo e espaço, continuarão a ter sentido, ao mesmo tempo em que a linha de Beto também será cada vez mais enriquecida por iniciativas semelhantes e ainda mais pra frente. É nesse sentido que Bráulio Pedroso está preparando o Super-Plá, novela na qual represento um personagem de histórias em quadrinhos, que fica superpoderoso quando toma determinado refrigerante fabricado pela namorada (sem ciclamato).

ÚLTIMO CAPÍTULO

E aqui está o último capitulo (o .. 298°) de Beto Rockefeller, cuja gravação demorou quase oito horas.Cena 1: Beto no escritório de Otávio. O pai de Lu estende-lhe um contrato de casamento com cláusula de separação de bens Beto espanta-se; imediatamente faz das "ótimas relações" entre seus pais o assunto da conversa. Otávio corta e pergunta se Pedro, o pai de Beto, sabe escrever.— Quem, papai? Já escreveu dois livros de psicologia e muitos artigos para jornais e revistes — responde Beto com cinismo .— Eu pergunto porque vi uma carta escrita por seu pai — diz Otávio. — Émuito mal redigida, embora o conteúdo seja excelente.Beto se cala, olha para os lados, ten ta sair pela tangente: a carta é falsa. Otávio estoura:— Beto, você é um moleque, mentiroso, sem-vergonha, de quem todos já estão cansados.— Ora, Otávio, você não precisava me insultar.— Você está acima do insulto, Beto, você é o próprio insulto - reafirma Otávio com um sorriso no canto dos lábios.Beto pega o contrato de casamento, diz que vai fazer uma consulta a seu advogado, e sai.Otávio telefona a Manuela contando a novidade: Beto é mentiroso, um duro que não tem onde cair morto. Manuela ri e, pouco depois, numa cena rápida, em conversa com Otavinho, filho de Otávio e recém-chegado de uma bolsa-de-estudos nos Estados Unidos, torna-se evidente que eles são amantes. Otávio perde Beto, um grande amigo, Manuela, amante potencial, e Neide, sua ex-amante, que fica com um jornalista carioca.Uma cena na sala de visitas, entre Beto e Lu. Ela está satisfeita em encontrá-lo; ele, não muito. Lu chora quando ouve Beto confessar que não a ama e que tudo era uma farsa, mas ainda tenta prendê-lo. Não adianta; Beto se despede e sai pela varanda. Carlucho torna-se namorado oficial de Lu.Vitório e Cida, num diálogo, anunciam seu casamento. Foi ela quem entregou a Carlucho e este a Otávio, a carta de Pedro cheia de erros de português. Isso não importa para Vitório, que promete não dar muita importância às advertências que Cida he faz sobre o próprio temperamento; acha que assim mesmo serão felizes e que vale a pena tentar. Cida beija-o na boca; Vitório explode: "Gooool".Beto tem um encontro com Renata, amiga de Lu, que já sabia de tudo, antes mesmo de surgir a carta. O diálogo mostra que Renata era a grande amiga de Beto. No sofá, ele deitado, ela sentada, a mala pronta para uma viagem, os dois se despedem rapidamente.Antes, ele já havia passado pela casa dos pais, mas não conta que pretende desaparecer de São Paulo sozinho A mãe percebe que talvez não o veja mais e ten ta mais um abraso, mais um beijo.Beto sai rapidamente e nem fica sabendo que Otávio e Maitê se reconciliaram para viver felizes por muitos e muitos anos.

NOVELAS EM CARTAZ NO RIO

Novela Canal Dia Hora Antônio Maria (reapresentação) 6 segunda a sexta 11h30m Rosa Rebelde (reapresentação) 4 segunda a sábado 13h30m Algemas de Ouro 13 segunda a sexta 18h A Menina do Veleiro Azul 2 segunda a sexta 18h30m Enquanto Houver Estrelas 6 segunda a sexta 18h30m Nino, o Italianinho 6 segunda a sexta 19h Vidas em Conflito 2 segunda a sexta 19h10m A Cabana do Pai Tomás 4 segunda a sábado 19h10m Dez Vidas 2 segunda a sexta 20h Véu de Noiva 4 segunda a sábado 20h Verão Vermelho 4 segunda a sábado 21h30m Beto Rockefeller 6 segunda a sexta 22h.

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