Sunday, January 20, 2013

1981 - Aniversário do TV Mulher

O Globo
Data de Publicação: 5/4/1981
Autor: Artur da Távola
UM ANO DE 'TV MULHER'
Um ano de 'TV Mulher' depois de amanhã, dia 7 de abril, significa bastante em termos de televisão. A valorização cultural e mercadológica de um horário até então morto é fato importante. Abriu-se um maior mercado de trabalho para profissionais; ampliou-se a faixa publicitária, atraindo anunciantes novos impossibilitados de enfrentar os preços dos horários nobres; ventilaram-se temas maduros diante da mulher consumidora-telespectadora, ampliando a faixa temática de discussão, logo de cultura.



Pode passar despercebido, pois ocorre em programa matutino e sem análises detalhadas e constantes por parte da crítica, mas o que a psicóloga Martha Suplicy, com a maior seriedade, aos poucos vai discutindo com a mulher média brasileira, ainda presa a preconceitos e a temores de abordagem de assuntos sexuais, representa uma alteração cultural, um arejamento que iguala a televisão a certos cursos de atualização.

Assim em todos os demais campos, agora alargados com o quadro muito bem feito de Marisa Raja Gabaglia, mostrando que o consultório sentimental (que desde os tempos da jornalista Zsu Zsu Vieira passou a ser material importante) pode ser um gênero útil e sério. Clodovil, a par dos conselhos específicos, funciona de maneira terapêutica para milhões de pessoas temerosas ou assustadas com a vida. E assim por diante. Henfil agora voltará depois de uns meses fora e por certo vai trazer mais renovação ao cansado humor televisivo.

Quero é dizer que "TV Mulher", se no lado negativo retirou do ar uma programação infantil matutina, no lado positivo, porém, pode se orgulhar de ter sido realizado por uma equipe competente e brilhante, dai o seu sucesso. O acerto nas pessoas capitaneadas por Marília Gabriela e Ney Gonçalves Dias foi a condição maior do êxito de Nílton Travesso, o diretor geral.

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