Thursday, November 8, 2012

1992 - Quando João Kléber era global

O Globo
Data de Publicação: 1/1/1992
Autor: Orlando Zaconne
QUEM SOBREVIVEU RIRÁ
João Kleber faz sua 'Ri-retrospectiva'


O ano não foi fácil, mas quem sobreviveu pode morrer de rir dos acontecimentos de 1991. Hoje Rede Globo vai exibir o especial do humorista João Kleber, "Ri-retrospectiva", que irá ao ar às 22h30m. O programa reúne mais de 40 quadros, com piadas satirizando os fatos mais marcantes na política, nos esportes, no mundo artístico e em outros . assuntos que tiveram destaque na imprensa.

- Imagine se toda secretária no Brasil fosse processar o patrão que lhe deu uma cantada? - ironiza João Kleber, que considera o ano de 1991 um dos mais produtivos, pelo menos para os humoristas.

Através de recursos eletrônicos e computação gráfica, a linguagem do especial explora ao máximo a montagem de imagens, selecionadas no arquivo de jornalismo da emissora. "Ri-retrospectiva" começa satirizando o episódio das balas com cocaína. João Kleber é um baleiro em pleno Rock in Rio, depois de ter sua cena reeditada sobre imagens do festival de rock, tudo a cargo da direção de Jodele Larcher.

Para as cenas de "ficção", como o casamento do presidente Fernando Collor com o governador Leonel Brizola, foram utilizados sósias dos personagens políticos. Segundo o humorista, são "a cara deles". O matrimônio, no entanto, não acontece em nenhum palácio de governo, mas numa igreja, com direito a convidados e padrinhos.

Utilizando o mesmo cenário das "Olimpíadas do Faustão", o humorista transforma "A ponte do rio que cai" na competição "A ponte do Brasil que cai", onde o ele encarna o presidente Collor, no papel de canhoeiro, derrubando vários ministros. Para este quadro o apresentador Fausto Silva aparece como convidado especial.

- Por enquanto só o Magri passa. Mas quem sabe até o dia 31 o Alceni também consiga completar a prova - antecipa João Kleber.

Para o programa deste ano, o humorista está lançando diversos personagens, apostando mais no seu lado de ator humorístico, do que no de imitador. No esquete referente ao ciclone ocorrido na cidade de Itu, por exemplo, ele é Tetê, um cabeleireiro homossexual que quase destrói a cidade paulista com seu potente secador de cabelos.

Mas não poderia faltar a imitação do humorista Sílvio Santos, no quadro "Tudo por dinheiro", patrocinado pelo Baú e carnês da LBA. O grande número de esquetes, no entanto, não sugere monotonia ao programa. Segundo João Kleber, os quadros são rápidos, a maioria com menos de 30 segundos de duração.

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