Friday, July 2, 2010

1975 - É Fan-tás-ti-co...

Opiniăo
25/7/1975
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O SHOW DA VIDA

Frustrado pela timidez, a incompetência e, em alguns casos, por forças ocultas, o telejornalismo acabou reduzido no Brasil às dimensőes de um espetáculo. Seus locutores săo belos e multicoloridos, as noticias ligeiras e os comentários, quase sempre, banais.

Aconteceu numa segunda-feira. De manhă, a revista Veja publicara um cartum de Millôr Fernandes sobre a televisăo, no qual um locutor, facilmente identificado como um dos apresentadores dos telejornais da Globo, resplandecia num temo de berrante policromia. À tarde, o primeiro funcionário da emissora a ver o locutor Cid Moreira entrar no estúdio exclamou: "É realmente fantástico o show da vida". Descontados os exageros naturais do humorista, o terno que Cid Moreira envergava naquele dia era tăo estrepitoso quanto o satirizado em Veja. Alheio à montante chacota que às suas costas ia tornando forma, Cid preparou-se para enfrentar as câmeras do Jornal Nacional. E de olho no teleprompter (1), cumpriu sua missăo, que ao contrário do que se pensa, é menos informar o que aconteceu no Brasil e no mundo do que fazer com que o telespectador engula todas as notícias, porque quem aí está dando é um homem limpo, bem vestido, bem penteado, bonito (segundo um estereotipado padrăo de beleza), logo, digno da maior confiança.

Medo de Impacto - A credibilidade é vital nos meios de informaçăo, especialmente na Globo onde as notícias - nem sempre por culpa direta dos que as produzem na redaçăo - circulam tolhidas pelo medo do impacto que possam ter junto à direçăo da emissora. Existe na televisăo brasileira um código explícito de tabus (conflitos de geraçőes, descontentamento social, fissuras religiosas, raciais etc.) de olho no qual, para năo perder o emprego, os telejornalistas orientam seus trabalhos. Na Globo, de todos os canais o mais sintonizado (entre 80 e 90% de audiência em todo o país), em "código" é observado com o máximo de severidade. Delicada situaçăo: um os entraves dos fusos horários que tanto perturbam os telejornais americanos em rede nacional, a Globo monopoliza, um pouco, é verdade, por incompetência das concorrentes, uma audiência que, nos EUA, é rateada pelas três grandes cadelas: CBS, NBC e ABC.

Se ocorre um deslize, alguma transgressăo ao "código", o atento diretor do Departamento de Telejornalismo, Armando Nogueira - um dos menos interessados em perder o emprego, pelo qual recebe mensalmente entra 50 e 60 mil cruzeiros -, providência os corretivos necessários. Ou, por precauçăo, entrega à decisăo de Minerva aos escalőes superiores. Sem dúvida, uma tarefa ingrata.

Olhar vigilante - E o que năo está previsto no "código"? Simples: em caso de dúvida, ou falta de tempo, elimina-se o problema.

O olhar vigilante da direçăo de telejornalismo da Globo, em muitos casos perfeitamente explicável, năo desconhece reveses. No Jornal Nacional do dia 4 de, junho, o maior astro beisebol americano, Baby Ruth, foi apresentado como jogador de basquetebol. No Fantástico do dia 1.o de julho, uma reportagem sobre saltos vertiginosos em bicicleta - praticados na zona sul do Rio por meninos entre 10 e 12 anos é focalizados pelo programa como "uma nova e perigosa forma de brincar" - deveria ter sido remetida ao "código" da emissora, pois a alguns educadores pareceu bem mais nocivo do que qualquer filme educativo sobre doenças venéreas.

Emocional e ligeiro - Como veículo de informaçăo, a televisăo é, comparado aos outros, o mais vulnerável. Ao mesmo tempo que exige profissionais especialmente ajustados à sua linguagem específica, carrega a duras penas o ônus da popularidade. Por se dirigir a milhőes de pessoas, apertam-lhe com mais rigor as cravelhas. Por depender sobretudo da imagem, padece de uma fatalista supremacia do emocional sobre o analítico, do superficial sobre o profundo. O Jornal televisivo é, por natureza, ligeiro. Ou, eufemisticamente falando, seletivo. Sua filosofia de trabalho resulta da preconceituosa desconfiança de que o telespectador está Interessado em saber somente duas coisas: 1) se a sua casa está salva naquela noite, e 2) se estará salvo nas próximas 24 horas.

Cada ediçăo do Jornal Nacional contém, em média, 20 notícias, distribuídas em quatro partes e alternando tópicos nacionais, e Internacionais, políticos e promocionais, culturais e mundanos. Aos sábados, é maior a ênfase dada aos esportes, assaltos, desastres e mundanismos; o que năo exclui absurdas omissőes de assuntos de interesse, locais inclusive, por outros totalmente irrelevantes. Nem a supremacia de certas matérias promocionais, esticadas além de conta, sobre festejos da Rede Globo.

Para o lixo - Também na televisăo americana, tida com razăo como a mais avançada em jornalismo, a ordem é eliminar o máximo possível de notícias. Para se ter um exemplo, o telejornal noturno da CBS, recordista de audięncia nos EUA (23 minutos e 30 segundos de notícias, mais ou menos 20 milhőes de telespectadores), resume o que aconteceu no mundo em 3.900 palavras: ou seja: 196.100 a menos do que o jornal The New York Times. No entanto, ao contrário do que ocorre no Brasil, os manipuladores da teleinformaçăo săo os primeiros a se preocupar com essa desigualdade, e a tentar analisá-la sem os enganosos supositórios do ufanismo.

A Westin, produtor-executivo de telejornalismo da ABC, acha que os jornalistas da TV deviam ser mais humildes e bem menos deslumbrados com os potenciais tecnológicos de que dispőem. "A simultaneidade, a força das imagens e as facilidades de cobertura de um fato na hora em que ele acontece" - diz Westin - "săo vantagens sem dúvida maravilhosas mas em nada recompensam a frustraçăo que nós sentimos diante da maior consistęncia com que os jornais, por enquanto, ainda nos superam. Quando leio estatísticas que mostram que 60% dos americanos tomam conhecimento do que ocorre no mundo, quase que exclusivamente pela TV, estremeço dos pés à cabeça. Estremeço porque sei o quanto de noticias interessantes jogamos fora na hora de editarmos o nosso telejornal". Richard Salant, diretor de telejornalismo da CBS, vai mais além: "A verdade, lamentavelmente, é que năo apresentamos ao público a realidade como ela de fato é. Se eu fosse um chefe tirânico, proibiria Walter Cronkite de terminar os noticiários com a expressăo: 'E foi assim que tudo aconteceu'".

Nada perfeito - Estariam os mandarins do telejornalismo brasileiro tăo preocupados como os seus colegas americanos que tanto procuram imitar em outros aspectos? Os mais idealistas estăo. "Năo acreditamos que fazemos nada perfeito", declarou há quatro meses José Itamar de Freitas, um dos cinco assessores de Armando Nogueira no Canal 4 do Rio. "Estamos passando agora por uma fase de aprendizagem, e a primeira de jornalistas de TV está por nascer. Surgirá destes que tentam, agora, conduzir um veículo inteiramente novo e sobre o qual até mesmo os teóricos da comunicaçăo divergem. Acho importante, também, que o jornalista de jornal e revista tem grande importância para a TV, e ela precisa dele para chegar ao bom nível que todos almejamos."

Evidente que outros jornalistas da TV Globo tęm desabafos a fazer e perplexidades a divulgar, mas, infelizmente, năo estăo autorizados a fazę-lo, por ordens expressas da direçăo, única detentora e distribuidora de qualquer informaçăo sobre a emissora e seus métodos de trabalho. Além, é claro, dos seus boletins semanais, através dos quais se pode tomar conhecimento das crises de otimismo da emissora, como por exemplo, que O Globo Repórter (programa que alterna boas e más realizaçőes) acalenta novos planos visando a aumentar sua espetacular audięncia de 44 por cento.

Oficiosamente se sabe que, por detrás de toda a justificada arrogância do império Globo de comunicaçăo, esconde-se um saudável resquício de respeito pela opiniăo dos outsiders. Dois artigos de Paulo Francis publicados no começo deste ano no Pasquim, analisando sem meias-tintas o telejornalismo brasileiro - e acusando o Jornal Nacional de "plastrar o besteirol vago da UPI e AP em linguagem de analfabeto pedante", e seus locutores de lerem "as notícias com a untuosidade típica do velho rádio e com a cara de quem năo tem a mais remota idéia do que está dizendo" -, foram discutidos com avidez nos bastidores da Globo. Lamentavelmente, nenhuma luz baixou sobre o, Jardim Botânico e năo faltou até quem reclamasse do rigor analítico do articulista, acusado de exagerar o ridículo dos locutores, "um mal necessário". Por que necessário?

Digno de confiança - Antigamente, os locutores da BBC de Londres, usavam traje a rigor. A Globo, portanto, apenas aperfeiçoou aos trópicos um pedantismo de elegância e pulcritude hoje, superado em todo mundo. Os apresentares principais dos telejornais americanos - os anchormen - năo săo obrigatoriamente jovens nem bonitos. Um deles, Walter Cronkite, da CBS, é um senhor de 60 anos, meio gordote, que mesmo antes do escândalo Watergate superava em ibope (70% contra 40%) o entăo presidente Nixon como "O homem mais digno de confiança no país". Cronkite executa um ritual muito mais rico em intervençőes que o mais livre e criativo locutor que a televisăo brasileira conheceu, Heron Domingues. Reescreve todo o material deixado em sua mesa pelos produtores e redatores, lę tudo em voz alta para ver se existe alguma frase ou palavra que năo soe coloquial. E, suprema conquista, dá ao telespectador a noçăo de que năo só entende do que está lendo como também lamenta que muito do que lê seja verdadeiro. Cronkite opina com o olhar. Tem autoridade para isso.

Para manter, indelével essa credibilidade os anchormen preferem năo aceitar contratos de garoto-propaganda. O anúncio exclusivo deles é a notícia. No Brasil, os apresentadores năo têm o mesmo escrúpulo, mesmo porque săo comparativamente mínimas as suas responsabilidades. Até os bem remunerados, corno Sérgio Chapelin, que, segundo Veja, ganhava há um ano atrás Cr$ 13 mil de salário e mais da metade disso por comerciais. Outros, como Gontijo Teodoro, já aceitaram estrelar anúncios que ostensivamente vampirizam e desmoralizam sua atividade principal, obrigando-os a alardear em "ediçăo extraordinária", a mais recente metamorfose do Leite de Magnésia de Philips.

Sugestăo antiga - A falta de um Cronkite a televisăo brasileira poderia compensá-la, senăo suprimi-la, com outra virtude típica do telejornalismo americano: a transformaçăo do repórter em apresentador. A sugestăo é antiga, talvez seja testada em alguma emissora da periferia, mas tăo cedo năo o será na Globo que, a cada dia, assim como as suas imitadoras, prefere investir mais em beldades. Fala quem entende do problema: Gabriel Romero, chefe do Departamento de Telejornalismo da TV Bandeirantes, Săo Paulo, acredita que "a televisăo brasileira é marcada pela idéia de que tudo que ela faz é espetáculo. Em fins dos anos 60, foi a Globo que mais veiculou essa idéia. Entăo o que houve foi uma distorçăo: criticava-se o telejornal por ser radiofônico e aí a preocupaçăo em embelezar o noticiário passou a ser maior que a de informar", E quanto mais se embeleza - com vinhetas deslumbrantes, decoraçăo de acrílico e locutoras que fazem charminho ao anunciarem terremotos e bombardeios - melhor se oculta do telespectador o esvaziamento de seu canal de Informaçőes. O telejornal Amanhă - que o humor malévolo de vários críticos apelidou de "Anteontem" e, algumas estaçőes do interior tem relutado comprar - substitui o Jornal Internacional, que era, no consenso geral, o melhor noticioso da Globo. Isto diz tudo das reais perspectivas do jornalismo de nossa mais poderosa emissora de TV.

Quando trabalhava na TV Cultura, Canal 2, de Săo Paulo, Gabriel Romero recorda, "nosso telejornal năo era tăo bonito quanto o da Globo, mais tinha conteúdo. E por ter conteúdo conseguiu ótima audięncia: 300 mil espectadores; talvez năo tăo grande quanto a do Jornal Nacional, mas acontece que o público que vê o jornal da Globo năo é público de jornal, mas de novela - é um público que vê o jornal mais por inércia do que por interesse. Se o telejornal é mais seletivo que o jornal, temos de nos preocupar com assuntos que sejam do interesse da populaçăo, de toda a populaçăo, como salários, questőes políticas e problemas de países mais próximos do nosso em termos geográficos e ideológicos".

Problemas locais - Em setembro do ano passado, Romero foi contratado pela Bandeirantes para reformular seu Departamento de Telejornalismo, dando mais atençăo aos assuntos locais. Năo tem sido outra, a preocupaçăo da divisăo de reportagens especiais da TV Globo, em Săo Paulo, cujo editor, Fernando Pacheco Jordăo, procura se desvincular o mais que pode das emissőes feitas no e sobre o Rio. "Essa relaçăo TV-populaçăo local" confirma Joăo Batista de Andrade, também da TV Globo paulista, "deveria ocorrer igualmente em outros estados a fim de dinamizar a produçăo local. Isso cria uma responsabilidade maior e informa mais. E quem vai ganhar, năo tenham dúvida, é o telespectador, a comunidade."

Há três anos, esse sonho de telejornalismo regionalista e dinâmico quase chegou a uma satisfatória distância do ideal com a Hora da Notícia, transmitida pelo Canal 3 de Săo Paulo. Sua reportagem se caracterizava pelo noticiário analisado e pela aboliçăo radical de matérias aleatórias, inauguraçőes e outros faits divers comuns no telejornalismo brasileiro. Assim, a cobertura de uma inauguraçăo de serviços assistenciais do governo era precedida de reportagens sobre a vida, da populaçăo afetada. Nos áureos tempos da Hora da Notícia, o homem da rua era convidado a falar, a expor seus problemas. As autoridades vinham depois. O noticiário internacional seguia a mesma linha: o telegrama era sempre explicado, os fatos relacionados e jornalistas especializados, convidados a comentar os acontecimentos. No começo do ano passado, o próprio Secretário de Saúde chegou a confidenciar que era através do telejornal da TV Cultura que conseguia melhor se informar sobre a evoluçăo do surto de meningite.

Contudo uma série de pressőes e advertęncias partidas do governo Laudo Natel, e que culminou com a demissăo do produtor e, progressivamente, de toda a equipe editorial, transformou Hora da Notícia numa espécie de Diário Oficial, numa caricatura do que de mais lamentável existe em matéria de telejornalismo no Brasil.

Monopólio da palavra - Segundo o comunicólogo Muniz Sodré, a televisăo é um meio repressivo por natureza, porque detém o monopólio da palavra. Na televisăo, o diálogo inexiste, a palavra pertence àquele que fala: năo há troca, ela é imposta. Em todos os meios de informaçăo existe esse monopólio, mas na televisăo é agravado porque a "objetividade" da imagem causa uma ilusăo de realidade. O que a faz perigosa, em todos os níveis. No Brasil, a televisăo, assim como o rádio, é uma concessăo do governo por se tratar de "um veículo de utilidade pública". Convém, pois, ao Leviată vigiá-la com atençăo. Assim como convém aos seus proprietários torná-la realmente de utilidade pública, atenta a todas as camadas sociais. O que, por enquanto, ainda é uma utopia de alguns cabeçudos.

A TUPI SEM O PRINCIPAL

Há pouco mais de um ano a sede da TV Tupi mudou-se para Săo Paulo, onde hoje é realizada a maior parte (quase 80%) da programaçăo. "O que aqui se faz diariamente é um milagre", desabafa Gontijo Teodoro, o ex-famoso Repórter Esso e diretor do Departamento de Telejornalismo da Tupi, no Rio, "porque tudo é feito sem condiçőes". Os poucos funcionários que continuam a trabalhar, apesar da demissăo em massa, acumulam duas ou três funçőes. Como Gontijo, que é diretor, locutor e até datilógrafo. "As vezes", prossegue Gontijo, "ficamos numa situaçăo tal, que se ocorresse um fato muito importante aqui em frente, na praia da Urca, a gente ia ficar de braços cruzados, porque temos câmeras, temos cinegrafistas, mas năo temos o principal, que săo os filmes".

"Com a entrada da TV Globo no mercado, as outras emissoras dançaram", conta Lincoln Broom, chefe de reportagem da TV Rio. Até novembro do ano passado, o telejornalismo no Canal 13 era inexpressivo, sem as mínimas condiçőes de realizaçăo: năo havia filmes nem câmaras, devido a sérias dificuldades financeiras. Contratou-se entăo um grupo de experimentados jornalistas profissionais, entre eles Washington, Novaes, Roberto Melo, Ricardo Gontijo, Flávio Moreira da Costa, Jean Pouchard e Odaci Costa, que ocuparam o novo Departamento de Jornalismo, dispostos a desenvolver um trabalho atuante, em linguagem acessível e própria da televisăo. E, acima de tudo, sem enfeites supérfluos. Em tręs meses, a audięncia foi elevada para sete no Ibope, o que significou um público de 350 mil telespectadores e algumas apreensőes na Globo.

"O trabalho desse novo grupo" - salienta Lincoln Broom - "foi elogiado publicamente por colegas da profissăo. O Caso Lou foi uma prova de que noticiário policial, se bem feito, é dos que mais Interessam no público. Fizemos um trabalho de levantamento e emitimos Imagens e depoimentos mais interessantes que as outras estaçőes".

Seis meses depois da esperançosa tentativa de melhorar o nível da TV Rio, todos os jornalistas contratados demitiram-se por falta de pagamento. Há um mês, os realizadores de mais interessante programa jornalístico da televisăo brasileira, Entrevista Coletiva, foram abruptamente informados de que o Canal 13 năo estava mais interessado em seus serviços (viz Opiniăo n.o 137).

No dia em que Lincoln, em tanto reticente, informava sobre suas atribuiçőes telejornalísticas, o clima na sala de reportagem da TV Rio era deprimente. Três ex-funcionários entraram para despedir-se dos colegas. Um deles dizia: "Devo aluguel há dois meses, já vendi o carro, năo sei mais o que fazer. Dar um tempo para ver se me pagam?, Bobagem". A ex-diretora do Jornal Internacional, por sua vez, desabafou: "Ou a gente faz o jogo deles (dos donos), que é de tocar prá frente de qualquer maneira, sem a menor preocupaçăo com as pessoas, ou vai embora. Eu vou embora". E foi. Assim como Washington Novaes, em dos melhores profissionais do departamento, que foi o primeiro a demitir-se.

(1) Aparelho especial, estilo diorama, que.instalado ao lado da câmara, permite ao locutor ler as notícias sem desviar os olhos da direçăo do telespectador.




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